Deus: O maior assessor de imprensa do universo

Todo mundo já viu aquelas aparições da face (outras partes seriam mais facilmente distinguíveis) de Jesus nos mais variados tipos de objetos. Portas de madeira e janelas ensaboadas são a preferência do filho do senhor, mas uma cidadã americana já encontrou JESUS em um sanduíche de queijo, como mostra esse épico episódio do falecido Bullshit (se tu entende inglês, vai fundo):



Vivemos obscuros tempos de ateísmo e cheetos bolinha empapado na camisa, entendo agressividade mercadológica de Deus e do seu Filho. Só acho que, bem, divindades onipotentes poderiam escolher meios mais eficientes para o broadcasting de suas imagens e eventos. Só na internet temos Facebook, Twitter, Twitcams, etc. Temos TVs com imagens em HD.

Temos ferramentas de compressão e divulgação de imagens melhores  que compensado, vidro e sabão.

Como tem gente que faz desenhos (sensacionais) usando café, não vou julgar. Um nicho foi criado. E aqui eu devo admitir o poder divino, pois se eu tentasse fazer a mesma coisa não teria o mesmo alcance. Na dúvida eu vou testar. Eis uma misteriosa imagem minha em um papel toalha sujo:

Gordo

Tá.

Tal nicho, agora, é explorado por criaturas do cinema. O rosto do ET (do Spielberg) foi encontrado em um pedaço de lenha na Inglaterra. Ver uma cena de ET no youtube é batata, quero ver encontrar a cara da criatura em um toco.

Devo admitir que a arte melhorou com o tempo.

A conclusão que eu tiro é que Spielberg contratou Deus e seu Filho para a sua assessoria.

Ele pode, afinal.

A História da Lua

Animação SENSACIONAL que mostra como a Lua se tornou o que é hoje: um pedregulho desértico cheio de marcas de espinhas. Oi, Bispo “Minhoca no Anzol” Crivela, estou olhando para você.


Fonte.

Minha reação ao receber uma encomenda

Juro.

Feliz Dia das Mulheres

Rosa - Dia das Mulheres

ECAD: Ébrios Coletores Arrecadando Dinheiro.

Eis que hoje eu acordo desço as escadas para começar os meus afazeres, almoço, leio meus feeds, acesso o twitter e vejo uma caralhada de gente falando mal do ECAD.

Estava meio com preguiça, coçando gloriosamente… isso aê, até o Twitter do Estadão publicar um texto sobre o ADVENTO envolvendo o ECAD e a repercussão de tal acontecimento.

Vai lá. Lê, clica nos links, lê tudo e volta aqui, pois preciso da sua compreensão.

Todas as moléculas do meu corpo começaram a se agitar e eu me senti o cara derretido do Robocop; minhas funções intestinais entraram em FÚRIA (eis a justificativa para o nome do blog), minhas pregas perderam a vontade de viver e eu senti que um trem de merda iria atravessar a CANCELA agressivamente.

Sim, me senti um cara derretido e quase cagado, mas me segurei. Pois lembrei, em meio à TORMENTA, que um grupo de lendários comediantes ingleses sabem ilustrar perfeitamente o papel do ECAD na nossa digníssima sociedade.

“Embedei” um vídeo. Como disse a Fabiane Lima no twitter, prefiro depositar o dinheiro na conta do John Cleese.

P.S.: Visite o Tumblr Porra Ecad. Por gentileza.

UPDATE: Eis a resposta do Google ao ECAD.

Oficina do Diabo

A luz acesa para deixar a noite pra lá da janela, o ventilador ligado, a TV desligada a contragosto. Alergia. Vira o rosto para a parede; espirra, espirra, espirra; sente o cheio das bactérias ou seja lá o que produz tal cheiro.

Abre uma cerveja; tshhhhhhhhhhhhhhhhh; não espumou muito, está geladinha. Toma um gole.

Nada.

Ao seu lado, um livro grande, daqueles que tecem os maiores fios da vida, e um pequeno, mais parecido com uma graphic novel (o próprio autor disse que não é bem uma graphic novel), daqueles responsáveis pelas pequenas entranhas da costura.

Lê o pequeno. Bom pra caralho.

Nada.

Lê um capítulo do grande. Igualmente bom.

Nada.

Puta que pariu.

Desiste. Pega o violão e toca uma melodia aleatória. Cansa; liga a tv, tá passando um seriado americano dublado em português; um episódio que já viu; lembra, lembra, lembra; uma cena, que faz lembrar de uma citação de um livro que leu; de um que está lendo; de um que vai ler.

Confusão; aleatoriedade; rotações; loucuras; pontos e vírgulas; vórtices e portais frenéticos.

Calmaria.

Folhas em putrefação voltando aos seus leitos; árvores mais tranquilas.

O principio de alguma coisa nascendo como uma teoria da conspiração.

Finalmente, porra.

Prólogo“.

As crônicas de gelo, fogo e um centavo

House Lannister

É interessante a percepção que as pessoas têm do valor das coisas, e quando eu digo “pessoas” me refiro somente à maioria delas, portanto estou generalizando, mas não muito.

Pode parecer bem óbvio para você, mas cada grão de areia tem um valor diferente para cada mão que o segura. Uma moeda de um centavo tem o valor “um centavo” porque a economia (ou sei lá o que) diz que aquele troço de níquel é “um centavo”.

Mas e se aquela porra de moeda encardida tiver outro tipo de valor para mim? Sei lá, vamos supor que a moedinha me tenha sido dada pelo… Tio Patinhas, em um inédito crossover entre Duck Tales e o mundo real. Eu adorava Duck Tales, cacete, portanto eu adoro a moeda.

Pronto. Temos uma moeda que para mim vale o mundo e para os demais seres humanos (esqueça os patos) é digna de estar em uma máquina registradora de uma padaria. Então, lamento te informar, mas essa NÃO é a “visão das coisas” que a galera tem. É NÃO tendo essa visão das coisas que, na minha opinião, que a tal da “maioria” avalia o mundo, tudo e todos.

Para a “maioria”, é uma crendice eu dar valor ao pobre centavo.

Certa vez alguém me disse, após eu ter dito para esse alguém que, no momento daquela conversa, estava ganhando X: “então, só vou começar a aceitar isso ai que você tá fazendo quando começar a ganhar Y”. Certa vez (parte dois), a missão, outro alguém me disse, após um evento no qual paguei um engradado de cerveja por estar feliz por ter ganhado X dinheiros: “Olha, não sei como você pode estar feliz por ter ganhado X, o que você está fazendo com sua vida?”

X, caro leitor, é um valor baixo. Para o mundo, pois para mim foi resultado de esforço, murro em ponta de faca, decisões inteligentes e burras. X significava uma meta que foi alcançada, daí o glorioso engradado comemorativo. O engradado, aliás, significava para mim, naquele dia, mais que um engradado, até porque engradados são baratos.

“O que você está fazendo com sua vida?”

A vida nos congela em formas de cubos de gelo. Congela a “maioria”, ao menos, e aqui eu não estou me colocando em uma minoria iluminada, pois certamente faço parte de alguma maioria. Quero dizer que, eventualmente, os cubos – nós – vão parar em refrigerantes, na boca de alguém que gosta de chupar gelo, no chão após o indivíduo entortar a forma para descolar os cubos, entre outros destinos.

O que eu estou fazendo da minha vida? Estou tentando evitar parar no guaraná sem gás de algum ser humano com mal hálito. E o valor X faz parte dessa tentativa.

Fez parte dessa tentativa.

Foi o primeiro crepitar de um fogo aceso aos trancos e barrancos, pois a vida é uma só, e o tempo que nos foi dado pelo Santo Boitatá não é pra ser jogado fora, caso tenhamos a oportunidade de não jogá-lo fora. Pois, seguindo esse raciocínio e metáfora mal feitos, a vida deve ser um incêndio.

Um incêndio que, certamente, tem mais valor para mim que para você. Assim como esse post, que pra você pode não valer nada.

Ou pode valer um centavo.

Pagode japonês

Devo dizer que, apesar de tudo, os caras da banda nitidamente sabem tocar. Via o sem vergonha do @marpoliv.

It’s the end of the world as we know it…

… and I feel fine.

McDonalds, gays e a geração dos pais retardados

Muita gente é contra a união de duas pessoas do mesmo sexo, o que pouco me importa, pois se eu tenho o direito e sou livre para ser a favor, outros são livres para pensar o contrário. O problema é que muita gente tenta interferir na vida dos outros, IMPEDINDO que o mundo gire por causa dos seus distorcidos problemas pessoais.

Tenho um exemplo claro. Pais que dizem “meu deus, como vou explicar para o meu filho que dois homens estão se casando/beijando/fodendo?”. A resposta perfeita para essa pergunta é:

mc_gays_pais

Via este twitpic.

Em resumo, “vai se fuder pra lá”. Pare de encher o saco dos boiola (oi MEC), cuide da SUA porra de criança remelenta, e pare de ser hipócrita, querido pai que assiste vídeo pornô de lésbicas.

Recado simples? Sim. Questão encerrada? Não (atentem para a comparação que eu estou fazendo, não me venham dizer que comparei gays com fast food).

Médicos americanos (“estadunidenses” meu ovo) estão fazendo uma campanha para que o McDonalds não mais veicule propagandas do Ronald McDonalds, afirmando que contribui para a obesidade infantil, blá, blá e blá. Sabe o que também contribui para a obesidade infantil? Pais tão obesos quanto os próprios rebentos que NÃO SABEM CUIDAR DA SUA CRIA, queridos médicos.

Quando as pessoas exigem esse tipo de coisa, elas estão ferindo algo um pouco mais importante que o avantajado tecido adiposo e circulação sanguínea obstruída de alguns infantes: a liberdade. Sim, a desgraça do McDonalds pode vender o que quiser, até cocô, e não é trabalho deles educar a sua criancinha. Eles estão lá para lhe fornecer o orgasmo em forma de sanduíche que atende pelo nome de Cheddar McMelt (com cebola), ponto. Educar, esta ação extremamente complicada, é uma função única e exclusivamente de VOCÊS, pais e mães.

Portanto, também tenho uma CAMPANHA:

mc_gays_pais2

Ou daqui a pouco o mundo vai ser igual a uma casa muito engraçada. Não vai ter teto, não vai ter nada.