Eu digo eventualmente no twitter (sendo até mal intepretado algumas vezes) que a liberdade não sabe dizer se uma opinião é completamente imbecil ou é maravilhosamente iluminada intelectualmente. Pessoas têm o direito de rebater uma afirmação inteligente com um argumento idiota, ou o contrário, que é o que todo mundo deseja a ponto de ficar propondo leis, prisões, punicões malucas que NÃO fazem parte do papel do estado nas nossas vidas. Não somos crianças, sabemos nos defender.
Escrevi um texto sobre isso no finado Tales of the Wasted sobre o assunto chamado “Sobre os gays, os casamentos, as leis e a liberdade” que se aplica ao caso do MONGOL do orkut e twitter (uma ofensa ao Genghis Khan) que se auto proclama HomemSancto, com o apelido de Darth Sanctus (AHAHAHAHAHA), e que “japoneses sao uns amarelos escrotos que so sabem se masturbar para hentai de cachoros travestis(furry) #homofobiasim #fodasejapao”, ou “Japones adora levar uma bomba por trá. Levaram duas de hiroshima e agora as usinas vao vazar. Ateus=lixo #homofobiasim #fodasejapao”.
Aparentemente a “homofobia” vem no pacote do retardo mental e ele confunde ateus com pagãos, mas confusão não é novidade em gente maluca. O mesmo aconteceu na época do teremoto do Haiti, e amantes do deus mosericordioso e amável queria que o país afundasse por ter muita gente adepta do vudu (ou seja lá qual fosse a religião maluca deles). Lembro do Psycl0n (o antigo perfil morreu, pelo visto, e virou um anti homofobia), e tenho certeza de que esses caras são farinha do mesmo saco. Vai ser um pulo até esse maluco se meter com racismo ou homofobia de fato.
Por isso o texto se aplica a este imbecil também. E já que o post é meu, vou colocá-lo inteiro aqui. Enjoy (ou não).
“Eu sempre parti do pressuposto de que as pessoas, independente de qualquer coisa, são “iguais”. Não digo “iguais” em suas características, idéias, inteligência, ou algo do tipo, me refiro à distinção de pessoas por raça, religião, ou orientação sexual, por exemplo. Me refiro à igualdade social. Para mim todos têm os mesmos direitos e deveres. Por isso acho tão estranho, bizarro, para não dizer errado quando alguém ou algo propõe regular qualquer coisa relacionada a uma opinião, particularidade ou opção de um cidadão.
Também sou daqueles que pensam que todos são livres e têm o direito de pensar e falar as merdas que quiserem, por mais insanas que sejam as merdas. Acho uma babaquice escrota um imbecil bradar ideais nazistas, mas também acho que ele tem o direito de falar o que fala, e eu tenho o mesmo direito de achá-lo um imbecil, partindo da premissa que nem eu nem o retardado não façamos mal a ninguém.
Para mim, nenhuma lei deve regular a liberdade. Por isso sou contra leis que proíbam qualquer coisa relacionada à liberdade, incluindo leis que proíbam discriminação verbal (violência e bullying são crimes) contra gays, negros, brancos ou heterossexuais.
Ainda está lendo post, e não partiu com paus e pedras para os comentários? Vamos lá, então.
Eu sou gordo, feio, tímido, não pego ninguém, e por quase toda a minha vida fui sacaneado por causa dessas características. Isso não me fez pensar que é necessária uma lei proibindo que descriminem gordos, feios, tímidos sem a menos aptidão social. Eu cheguei à conclusão que existem pessoas somente zoadoras mas “gente boa”, algumas escrotas, e outras realmente preconceituosas, e que independente de qualquer coisa eu tenho duas pernas, dois braços, e um cérebro que me dá raciocínio, discernimento e senso de humor suficientes para não achar que o mundo está contra mim, e que eu posso crescer independente de qualquer imbecil.
Mas agora eu mudei de opinião, e sinto que a minha atual falta de auto-estima é consequência da grandíssima perseguição sofrida pela minha pessoa. Quero uma lei que me proteja. Ué, você achando ruim? É besteira minha? Eu tenho que seguir a minha vida e ignorar os idiotas? Mas tem uma lei que “protege” gays e outra de dá cotas para negros, também quero ter tais defesas!
As portas do infernos teriam sido abertas.
Qualquer gay, negro, gordo, magro, membro de uma “minoria” qualquer tem o direito de ficar puto ou indignado com alguém que seja estúpido o suficiente para descriminar alguém por causa de características. O problema é que, além de ferir a liberdade de expressão, qualquer lei nesse sentido trata a minoria em questão como crianças que não sabem se defender. Sejamos adultos, e nos defendamos como adultos.
Não consigo conceber estados e pessoas que teimem tanto em diferenciar as pessoas; uma proibição de um eventual casamento entre um homem e uma máquina de lavar; cotas para negros em universidades, como se negros fossem burros ou fracos o bastante para não conseguirem entrar em um curso superior pelos meios normais; um deputado que queira impedir casais gays de adotar crianças.
Gays, negros, brancos, heteros, bissexuais são seres humanos socialmente IGUAIS, com os mesmos direitos do babaca que fala que homossexuais (uma pena, mas paciência). Ah, então a liberdade não é tão bonita assim? Nem sempre. O mundo é escroto, portanto achar que em um mundo livre só existem borboletinhas belas é ingenuidade, mas o mundo sem a liberdade é 1329410221398 pior. Se o dono de um bar neonazista não deseja gays no estabelecimento, que seja, contanto que ele não vá no bar gays que não gosta de neonazistas, com um taco de baseball, e espanque as pessoas de lá. E se no mesmo bar gay não fosse permitida uma demonstração de afeto heterossexual? É preconceito? Processo neles?
Bah. Não deveriam existir diferenças sociais, e o que cada um faz no seu quintal é problema seu. Quer fumar maconha, que fume. Quer ser problogger, que seja.
Em um país ou mundo livre, grupos GBLT protestam na mesma rua em que a Westboro Baptist Church. Igualmente, por mais que essa igreja seja o cúmulo da burrice. Enquanto eles não matarem/agredirem ninguém, tá valendo. A sociedade e a mídia se encarregam de ridicularizar tal grupo, e relegá-lo (tentar, ao menos)ao limbo.
E assim nós viveremos, felizes e tristes ao mesmo tempo, mas livres. Para todo o sempre.”
Somos ADULTOS, podemos lidar com esses caras ignorando-os (detesto tal alternativa) ou esculachando-os (sem violência) com agumentos coerentes que somos capazes de produzir.
Não não sejamos o irmão mais novo do big brother.



