A morte, vida e desânimo. Ao amanhecer vermelho.

Desânimo. Quando cai a noite, quando o sol nasce, até perante as mais lindas e embasbacantes visões (tipo a Olivia Wilde), desânimo. Com os rumos da vida, principalmente, mesmo que suas decisões tenham sido tomadas com sensatês e/ou paixão, nunca uma montanha russa foi feita somente com partes altas e emocionantes. Você aprende a lidar com o desânimo a partir do momento em que lembra e interpreta dois discursos do Theoden, no filme (são as cenas do filme que estão impregnadas na minha imaginação) d’O Senhor dos Aneis.

Lembremos. N’O Senhor dos Aneis, em resumo, os humanos lutam contra os orcs (e humanos do mal) do Sauron e do Saruman para não serem EXTERMINADOS. O Theoden é o rei de um dos reinos dos homens que lutam contra o Sauron, Rohan, a terra do cavaleiros da Terra Media. Theoden, para mim, é o melhor personagem do filme (FILME) junto com o Sam. Theoden entende uma coisa: Se o povo dele não lutar, se as pessoas tiverem medo da guerra, se tiverem medo de morrer, paradoxalmente irão morrer em breve sem ter o prazer de contemplar o curso natural da vida (que consiste em envelhecer, cair e quebrar algum osso, pegar uma gripe e… morrer).

Eles serão aniquilados sem honra, sem luta, sem força.

Theoden, amigos, sabe transmitir esse sentimento de enfrentar a merda eminente para o seu povo. Quando o Aragorn o chama para cavalgar (OPA) contra os orcs no Abismo de Helm, o Rei dos Rorririm diz “ao amanhecer vermelho”. Nos campos de Pelennor, na batalha de Minas Tirith, ele diz para os cavaleiros rumarem à ruína e à morte. Solta um “forth, eorlingas” e assume a ponta de lança. No meio desse exército estão Merry e Éowyn, que representam eu e você (eu sou o Merry). Com medo, sem nunca ter participado de guerras, com noções mínimas de batalha, mas que devem se mostrar suficientes. No espírito eles são maiores que qualquer orc. na base do espírito o resultado final, queira ou não, foram a glória.

Eles se mostraram suficientes. Derrotaram até o Rei Bruxo de Angmar, o líder dos Nazgûl. O que precisamos para enfrentar o desânimo, amiginhos, é espírito e não ânimo, que vem com a sua inspiração. O espírito te permite andar para frente mesmo se mijando de medo. Te permite viver. Porque a batalha de nos campos de Pelennor representa a vida, e a horda de orcs representa a seu desânimo.

E você não conversa com orcs, pois “orc não se fala, se mata”.

*esse post não foi escrito pelo Lobo da Coragem.

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