Sobre a “viadagem” de Bolsonaro e Requião

Na boa, acho que existe muita viadagem no tema “preconceito”. Não é o caso dos caras que tomaram lâmpada na cabeça, não é o caso de quem se sente ofendido por imbecis protonazistas do twitter, é o caso de quem brada aos sete ventos que até Jesus era gay. O fato é que o tema é muito subjetivo (apesar de ter gente querendo cagar leis em um saco e jogar no ventilador), e sempre dá margem para interpretações, opiniões, mimimis, et cetera.

Nos últimos dias a relação entre a frescura e homossexuais impressa na palavra “viadagem” ganhou incríveis nuances. Nos últimos dias, amiguinho, todo esse imbróglio ganhou ares… cotidianos. Sim. Na verdade, todo mundo é meio viadinho. Todos temos frescuras e a relação supracitada, acredito, nunca se aplicou a gays afetados, e nessa semana ganhamos lindos (e irônicos) exemplos desse… brega. VOCÊ que faz parte da MAIORIA (seja lá o que isso signifique hoje em dia) também tem viadagem.

Era uma vez um deputado chamado Jair Bolsonaro e um senador cujo nome era Roberto Requião. Um disse que seria uma lástima ter um filho gay e que negros são promíscuos (ou algo do tipo),  e outro sempre pintou e bordou, mas na hora de responder sobre a pensão que ganha por ser ex-governador (vinte a quatro mil pila) ficou putinho e resolveu tomar o gravador do repórter que fez a pergunta. Um, ao discutir com o Jean Wyllys provavelmente sobre o motivo do Jean ter dois ípsilons no sobrenome, disse que sofre heterofobia. Outro disse que tomou o gravador por estar sofrendo bullying.

Ceeeeeerto.

Só uma canção para esse grande balde de zé ruelice criado pelos distintos senhores de idade considerável (para a nossa surpresa):

SEJE HOMI. Grato.

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